Vencendo o tédio

Vencendo o tédio

março 21st, 2014
Pr. Luiz André
bored1

Eclesiastes 1.1-11; 12:11-14

O nome do livro no hebraico é qohetet, que significa pregador (Ec 1.1). John MacAthur afirmou que pregador é o titulo para alguém que reúne a assembleia com o objetivo de passar instruções). Como vive a pessoa que experimentou muito da vida e acha que não tem mais nada que experimentar? Como vive a pessoa que diz com frequência: já vi, já sei, já fiz e outros tantos “jás”? Como vive a pessoa que para quem a vida tornou-se uma repetição enervante e chegou ao fastio da mente e das sensações: experimenta sempre o mesmo e chaga sempre no mesmo lugar? Como vive a pessoa que pensa sobre a vida, que debruça para observa-la e chega à conclusão de que tudo o que vai acontecer já aconteceu? Como vive a pessoa para quem a vida não traz nenhuma novidade, cuja única expectativa é ver hoje o que já viu ontem? Essa pessoa vive em tédio! (desgosto profundo; aborrecimento; enfado; fastio – dicionário Michaelis)

Quem vive assim nunca faz um programa que satisfaça e sente-se corroído por dentro. A monotonia toma conta e vai drenando aos poucos a energia que os grandes desafios não foram capazes de extinguir. Para esses, a conclusão da vida é ficar de pijama e deitado na cama! Os versos iniciais de Eclesiastes são meio que pavorosos: pois ele caminha em seu raciocino exatamente na direção do tédio! Mas o verso 11 nos traz luz: os que passaram não deixam rastro, a nossa geração também não deixará. Podemos pensar de uma forma negativa: o que fizemos e construímos não permanecerá, ninguém se lembrará de nós! Mas também podemos pensar de um lado positivo: que a plenitude da experiência de cada pessoa, de cada geração, é singular. Essa plenitude da experiência é algo que não pode ser vivenciado por outra pessoa, nem ensinado pela cultura. Cada geração é única, tem sua maneira característica de se apropriar e de recriar a realidade: cada maneira de agir é singular, cada experiência é intransferível! Diante disso, o relato de Salomão é extraordinário, pois se para ele não existe nada de novo: “não há nada de novo debaixo do sol (v.9), mas também não existe apenas uma maneira de viver. Veja, o ciclo do vento é o mesmo, o fluxo dos rios é mesmo, as estações climáticas também são as mesmas. Mas cada um, a seu próprio modo, curte o frio e o calor, cada um de nós experimenta um rio ou um mar diferente. Portanto, se o tédio é causado pela repetição, a solução é a forma como experimento cada situação. Diante disso, quero falar sobre quatro sugestões para quem deseja vencer o tédio e viver a vida com intensidade:

1. PRESTE ATENÇÃO NAS PESSOAS, NÃO NA HUMANIDADE

Na tradição bíblica, Deus não se apresenta como Deus dos rios, sol e vento, mas sim como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Na hora de se identificar, ele escolheu citar nomes de pessoas e não de objetos naturais. O salmo 147:4 Conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome. Se até as estrelas, Deus as trata de forma singular, imagine os seres humanos, criados à sua imagem e semelhança! Ha experiencias tão particulures que passam a ser universais. -Quando alguém fala pela primeira vez;

-Quando alguém anda de bicicleta pela primeira vez;

-Filme Naufrago (Tom Hanks), conta a historia de um inspetor da transportadora Fedex, que sobreviveu a um acidente de avião e fica sozinho numa ilha. Duas obrigações: água potável e fogo! Quando ele consegue produzir fogo (com os pauzinhos), parece que a humanidade inteira está produzindo fogo pela primeira vez! Em casa não, todos temos o fogo disponível 24 horas, é só virar um pequeno botão no fogão.

Não se deixe levar pelas generalidades, a generalidade produz tédio, mas a particularidade o afasta!

2. PRESTE ATENÇÃO NAS SINGULARIDADES

Uma coisa é falar genericamente sobre os rios, outra coisa é falar sobre o rio Tietê. Todos os dias se parecem iguais, mas e se falarmos do 11 de setembro de 2001? E se falarmos do 4 de julho de 2012?? . -Os ventos são os mesmos, mas a brisa é incomparável;

-A água é a mesma, mas na hora da sede, maravilhosa

- As pessoas também, todo o dia acontece um monte de coisas com pessoas: nascem, morrem, fazem exames, passam por cirurgias, mas, e quando é com a gente?? A cena muda completamente

- Verlow e a experiência dos oceanos pacifico e atlântico.

- Rio Negro e Solimões

3. PRESTE ATENÇÃO NA VITALIDADE

O que é vivo não é entediante. É possível ficar entediado com pelúcia, mas com um cachorro ou um gato é impossível, pois eles se mexem, fazem graça, aprontam… – Ninguém toma banho no mesmo rio (Heráclito de Éfeso). Primeiro porque as águas do rio fluem e as pessoas que tomam banho também não são as mesmas.  Os casados que podem dizer: estou casado há 25 anos com a mesma mulher. Essa não é uma afirmação tão completa assim, pois nem o homem e nem a mulher são os mesmos garotos de 25 anos atrás. O que acontece quando o tédio entra no casamento: é quando o casal finca o pé no chão e diz que não há mudanças, não há novidade, sempre são feitas as mesmas coisas e com a mesma intensidade. Quando o casamento encontra vitalidade, o tédio se desfaz. A generalidade traz tédio, a vitalidade o afasta.

4. PRESTE ATENÇÃO NA INSACIABILIDADE

“A insaciabilidade saudável é a capacidade de fazer sempre o que sempre fizemos, como se fizéssemos pela primeira vez” (Ed René Kvitz). -Comer é um bom exemplo: cada refeição serve para alimenta-lo para aquele momento; ninguém se alimenta no almoço de hoje para o almoço de terça-feira. -Tomar banho é outro exemplo: cansado? Com frio? Com calor? Um banho nos renova completamente. – Os amigos também: é possível passar um dia inteiro de sábado com os amigos, e almoçar no domingo com eles, e ainda sim, será um prazer. O que este principio da insaciabilidade significa? Que podemos viver um dia de cada vez! Mateus 6: 25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? 26 Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? 27 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? 28 E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. 29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? 31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? 32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; 33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34 Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.

A DIFERENÇA ENTRE O SÁBIO E O TOLO É QUE TANTO O SABIO QUANTO O TOLO RESPIRAM, MAS SOMENTE O SABIO TEM CONSCIÊNCIA DE QUE ESTÁ RESPIRANDO

CONCLUSÃO

– Os questionamentos de Salomão chegam a duas conclusões: existem muitas perguntas da vida que nunca teremos a resposta. A realidade é bem mais profunda do que a profundidade que o nosso discernimento pode alcançar!  Por trás da realidade aparentemente sem sentido, há um Deus agindo! Salomão chega nessa concluão no capitulo 12. Recapitulando: – PRESTE ATENÇÃO NAS PESSOAS, NÃO NA HUMANIDADE; – PRESTE ATENÇÃO NAS SINGULARIDADES – PRESTE ATENÇÃO NA VITALIDADE – PRESTE ATENÇÃO NA INSACIABILIDADE

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